Aquelas seis horas na cruz

Por Max Lucado

Aquelas seis horas não foram seis horas normais. Foram as horas mais críticas da história. Pois durante aquelas seis horas naquela sexta-feira, Deus cravou na terra três pontos de ancoragem sólidos o bastante para suportar qualquer furacão.

Primeiro ponto de ancoragem — Minha vida não é inútil. Esta rocha segura o casco do seu coração. Sua única função é dar-lhe algo a que possa agarrar-se quando se defrontar com as marés enchentes da futilidade e do relativismo. Essa rocha proporciona a convicção de que a verdade existe. Há alguém no controle e eu tenho um propósito.

Segundo ponto de ancoragem — Meus fracassos não são fatais. Não é que ele ama o que você fez, mas ama quem você é. Você é dele. Aquele que tem o direito de condená-lo forneceu a forma de livrá-lo. Você comete erros. Deus não. E ele criou você.
Terceiro ponto de ancoragem — Minha morte não é final. Existe mais uma pedra à qual devo amarrar-me. Ela é grande. E redonda. E é pesada. Ela bloqueou a entrada de um túmulo. Não era, contudo, suficientemente grande. A tumba que ela selava era a tumba de alguém que estava de passagem. Ele apenas entrou a fim de provar que podia sair. E quando saiu, levou consigo a pedra e a transformou num ponto de ancoragem. Deixou-a cair no fundo das águas desconhecidas da morte. Amarre-se a essa rocha e o furacão da tumba se transformará na brisa primaveril do domingo de Páscoa.

Ali estão eles. Três pontos de ancoragem. Os pontos de ancoragem da cruz.

Espero que o seu furacão também não o atinja. Mas no caso de atingir, aceite o conselho do marinheiro: "Ancore fundo, ore e segure-se firme." E não se surpreenda se alguém caminhar por cima da água para lhe estender a mão.



Do livro “Seis Horas de uma Sexta-Feira” de Max Lucado, Copyright Editora Vida (1994).

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